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Dia do Músico

Dia 22 de Novembro, é comemorado o Dia do Músico.

Esta data celebra os profissionais e artistas que criam, tocam e estudam as melodias e harmonias, que encantam a humanidade há milhares de anos.

O Dia do Músico é comemorado no Dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos e bastante reconhecida pelos católicos no Brasil.

Origem do Dia do Músico (Dia de Santa Cecília)

Santa Cecília nasceu em Roma em meados do século III. A jovem costumava participar das missas do Papa Urbano e era bastante devota de Jesus Cristo. No entanto, um dia, sem saber, foi prometida por seu pai para se casar com Valeriano, um homem pagão.

Diz a lenda que, na noite de núpcias, Cecília recusou-se a perder a virgindade e cantou para o esposo a beleza de manter a castidade. O canto de Cecília convenceu Valeriano a manter a esposa virgem. Na verdade, o marido se emocionou tanto que decidiu se converter ao catolicismo e sair da vida pagã.

Lenda Grega sobre a Música

De acordo com a lenda grega, os deuses pediram para que Zeus criasse divindades que pudessem cantar em celebração às vitórias contra os Titãs.

Zeus, atendendo aos pedidos, passou 9 noites de amor com Mnemosia, a deusa da memória, e nasceram 9 entidades. Entre as suas novas criações, estava Euterpe, a deusa da música, que formou par com Apolo, deus do Sol e da música, para louvar as vitórias dos outros deuses.

Os quatro elementos da música

por Nathalia Lange Hartwig

A música tem quatro elementos essenciais que a compõe. São eles: o ritmo, a melodia, a harmonia e o timbre. Normalmente ouvimos o efeito combinado deles, ou seja, a massa sonora produzida pela soma desses elementos. Porém aqui, vamos listar cada um deles para que possamos ouvi-los e compreende-los separadamente. Para cada elemento teremos vídeos que os exemplifiquem:

Melodia:

– conjunto de sons dispostos em ordem sucessiva;

– uma linha de notas sucessivas;

– o que nos faz lembrar da música.

No vídeo abaixo temos a canção Imagine. Perceba que a parte que o John Lennon canta é a melodia da música.

 

Harmonia:

– combinação de notas soando simultaneamente;

– essas notas simultâneas formam os acordes;

– preenchimento da música.

Já nesse próximo exemplo temos a mesma canção, porém sem a melodia.

(Com certeza você vai cantar a melodia!) Esses dois exemplos são muito bons para percebemos bem a diferença entre harmonia e melodia.

 

O próximo vídeo traz um grupo de músicos que cantam diversas melodias (de músicas bem conhecidas) sem alterar a harmonia. Perceba que a harmonia pode ser a mesma para diferentes músicas. Já a melodia é uma característica única de cada música.

 

Ritmo:

– ordem e proporção em que estão dispostos os sons da melodia e da harmonia;

– duração dos sons;

– acentuação das notas, marcação em tempos fortes e fracos;

– elemento mais básico da música;

– som organizado no tempo.

No próximo vídeo temos a partitura da Imagine, onde é possível identificar a melodia (voice), a harmonia (piano) e a parte rítmica (drums).

 

 

Timbre:

– elemento que diferencia um som do outro;

– o timbre, na música, é como a cor em uma pintura;

– o que nos faz reconhecer um instrumento ou a voz de alguém apenas pelo som.

Abaixo, diferentes versões da Imagine. Perceba as características e as diferenças entre os timbres utilizados em cada uma das versões.

 

JAM Music é Associada a AEMC

AEMC é a Associação das Escolas de Música de Curitiba e Região.

Logo AEMC JAM MusicA JAM Music tendo conhecimento da importância da música como um dos pilares da educação e do desenvolvimento pessoal do indivíduo se une a AEMC com o objetivo de difundir a música e incentivar o ensino em Curitiba.

Ser associada a AEMC é sinônimo de qualidade e garantia de aprendizado, seguindo padrões administrativos e treinamentos pedagógicos.

Por isso, a JAM Music cumpre o compromisso de Escola Associada, na qual você pode confiar.

Feira de Cursos UFPR 2015

Neste final de semana a JAM Music participou junto com a Amplificar Empresa Junior da feira de cursos e profissões da UFPR.

Quem passou no stand da Amplificar pode participar do sorteio de um violão, uma vaga no curso de História da Música e o Aulão Pré-Vestibular e ainda tirar foto com o guitarrista da JAM.

Confira os sortudos do sorteio:

Violão + um mês de aulas na JAM:
Andressa A. Batista

Vaga para o curso de História e Aulão do Vestibular:
Emily S. Carmo

Parabéns!

 

História da Música para o Vestibular

Você já se preparou para a prova de história da música do vestibular?

Essa é sua chance!

  • Conteúdo direcionado para as provas da UFPR, EMBAP e FAP;
  • Aulas dinâmicas com audição e vídeos dos períodos musicais;
  • Material didático exclusivo;
  • Simulados.

Data: 12/09 (sábado)

Horário: das 14h às 18h (4 horas/aula)

Valor: R$ 80,00 (antecipado até 05/09)
Após: R$ 120,00
* material incluso

 

Mais informações e matrículas, entre em contato com a secretaria.

 

Técnicas de estudo sem instrumento musical

por Nathalia Lange Hartwig

O estudo de uma peça musical começa muito antes de chegarmos ao instrumento.

Primeiramente, precisamos estabelecer um cronograma de estudo. Você já deve ter escutado seu professor falar que é melhor estudar 15 minutos por dia ao invés de estudar 4 horas seguidas em uma dia só, não é? Acredite, ele está certo. A regularidade é um dos segredos para aprender e desenvolver a habilidade musical. Portanto, estabeleça um horário fixo de estudo que você consiga cumprir. Não adianta se propor a estudar 5 horas por dia, 7 dias da semana se você sabe que não vai conseguir. Comece com metas menores e vá aumentando conforme seus horários permitirem!

Após ter definido o seu cronograma, vamos ao estudo propriamente dito. O processo de preparação de uma peça musical apresenta algumas etapas. Vamos nos limitar a primeira, aquela em que não utilizamos o instrumento musical. Essa primeira etapa se refere a análise da peça musical. É aqui que estabelecemos o primeiro contato com a peça e começamos a construir a idéia musical que encontraremos nas próximas etapas (práticas).

O objetivo da análise é se apropriar dos elementos que compõe a peça. Dentro dessa etapa vamos desenvolver as seguintes possibilidades de estudo sem instrumento:

– compreensão das partes da partitura: analisar os elementos separadamente. A seguir alguns dos elementos que podem ser analisados:

Clave: quais claves aparecem na partitura, e se você domina as notas;

Ritmo: identificar as figuras rítmicas mais complicadas, para estudá-las separadamente;

Melodia: entender o contorno melódico;

Harmonia: compreender a estrutura harmônica e seus movimentos;

Cifras: análise das cifras e suas nomenclaturas;

Letra ou texto: se a música não for apenas instrumental.

– escuta ativa: consiste em uma audição concentrada e detalhada da peça musical (pode-se escolher ouvir a melodia, harmonia, os timbres e os detalhes da peça).

 – leitura rítmica: Sabe aquelas figuras rítmicas mais complicadas que você separou na partitura? Um bom exercício é fazê-las separadas dos outros elementos.

 – leitura métrica: exercício de leitura do nome das notas com o ritmo (não envolve cantar a nota afinada, apenas falar o seu nome no ritmo certo).

 – acompanhamento da partitura com áudio: nesse exercício você escolhe uma linha para ser seguida durante a audição do áudio. Pode ser a melodia, as cifras ou a letra da música, por exemplo.

 

Conforme vimos, o processo de preparação e estudo de uma peça musical engloba várias etapas. O estudo junto ao instrumento é de suma importância, mas este ficará muito mais fácil se você já tiver um conhecimento maior da peça que vai tocar! Assim evitamos aquelas surpresas de notas, ritmos ou acordes que não conhecemos no meio da música. Aqui trouxemos algumas sugestões, mas existem inúmeras formas de estudar música. Descubra qual é melhor para você e bom estudo!

 

[Aula Especial] Maio

Confira a programação das Aulas Especiais de Maio:

 

CANTO E TEATRO

Data: 27/05 (quarta) – 19h20
Professor: Hildomar Oliveira
Descrição: A aula consiste em considerar o canto como uma ação teatral: “uma cena”. Demonstrar técnicas de estudo para uma melhor interpretação da canção. *Os participantes devem trazer uma Canção para trabalharmos durante a aula, se possível decorada.

 

SOLFEJO: DESVENDANDO ESTE MITO

Data: 29/05 (sexta) – 18h40
Professora: Thamiris Rodrigues
Descrição: Solfejo é a capacidade de decodificar notas musicais em sons. Esta aula tem como objetivo mostrar para os alunos de canto e instrumento, mecanismos para o estudo do Solfejo.  Cada estudante terá a possibilidade de desenvolver a sua leitura rítmica e melódica. Além de aplicar o Solfejo para o estudo de seu instrumento.

 

Vagas Limitadas. Confirme sua presença por e-mail ou telefone.

 

[Vídeo] Quem é Você – Projeto JAM Music REC

Em abril, o Projeto REC teve uma gravação super especial.

A música Quem é Você do compositor Alexandre Pires, foi interpretada pelo aluno Almir dos Santos Rodrigues, que no mesmo mês fez uma surpresa no seu casamento apresentando o vídeo à sua esposa e emocionando todos os convidados.

Confira o vídeo da homenagem:

Produção: Tira Raul Fotografia

Realização: JAM Music Escola de Música

Você sabe qual é a primeira obra erudita nacionalista no Brasil?

Você sabe qual é a música considerada por muitos como a primeira obra erudita de caráter nacionalista no Brasil?

por Natacha Tereza Hellstrom

De acordo com várias bibliografias pesquisadas, Itiberê é a primeira figura a ser mencionada na tendência nacionalista da música brasileira, através da obra para piano “A Sertaneja”, composta entre 1866 e 1869, tendo como precursor o compositor Alexandre Levy, que em suas composições, a preocupação nacionalista já existia com o emprego de temas originais ao lado de melodias autenticamente populares.

Brasílio Itiberê da Cunha nasceu em Paranaguá, em 8 de setembro de 1846. Formado em direito, era ativamente envolvido com a política de nosso país, paralelamente ao seu interesse pela música:

[…] um homem político engajado, preocupado com a soberania de seu país, com a afirmação cultural de sua nação, com a liberdade de seu povo Brasílio Itiberê não tinha a atividade musical como meio de vida, o que pode ter minimizado sua importância na história da música brasileira. Entretanto, é minimamente lembrado porque deixou transparecer, reconhecidamente, o emergente nacionalismo em apenas uma obra: A Sertaneja.
(MAROCHI JR e BORÉM, 2008, p. 12)

Brasilio Itiberê

Brasílio Itiberê da Cunha

De acordo com Marochi Junior e Borém (2008, p. 13), Itiberê acompanhou a “crescente efervescência do pianismo que a sociedade paulista experimentava na segunda metade do século XIX” e teve a oportunidade de se aproximar de compositores e instrumentistas reconhecidos como: Giovanni Sgambati, Franz Liszt e Anton Rubinstein, os quais teriam influenciado sua obra, nas quais predominam os títulos convencionais do repertório erudito de salão do século XIX, mas outras além de A sertaneja merecem um estudo cuidadoso para se verificar até onde se estende seu viés nacionalista.

 

Estilística e indiretamente, A Sertaneja acaba fazendo referência a dois outros nacionalistas: o húngaro Franz Liszt e o polonês Frédéric Chopin, embora não pela exoticidade de um viés melódico, rítmico ou harmônico, mas sim pelo caráter rapsódico, pela concepção sonora e pela escrita idiomática do piano romântico da segunda metade do século XIX.
(MAROCHI JR e BORÉM, 2008, p. 16)

Muitos compositores brasileiros neste período já buscavam um nacionalismo musical, como cita Marochi Junior e Borém: Alexandre Levy (1864-1892) Luís Levy (1861-1935, Alberto Nepomuceno (1864-1920), Antônio José da Silva (1705-1739 e Carlos Gomes (1836-1896), entretanto, do ponto de vista do alcance destas obras “pré-nacionalistas”, nenhuma obteve o êxito e a popularidade de A Sertaneja, ao utilizar explicitamente um tema folclórico brasileiro:

De fato, A Sertaneja, obra de juventude de Brasílio Itiberê (publicada quando este tinha 23 anos) e que se tornou a mais conhecida do compositor, apontava para a emergência de um nacionalismo na música erudita brasileira devido à inclusão, no seu tema central, de fragmentos do Balaio, meu bem, balaio. Este tema folclórico, popular não apenas no Paraná, mas em outros estados como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Sergipe está ligado à tradição de dança do fandango português ou, mesmo, do bambaquerê (dança de bambá) de origem africana.
(MAROCHI JR e BORÉM, 2008, p. 13, APUD CAMEU, 1970).

As duas primeiras análises apresentadas sobre essa obra, da etnomusicóloga Helza Cameu e o musicólogo José Maria Neves, estão associadas e comparadas no artigo de Marochi Junior e Borém:

Dentro das diferenças regionais que o tema folclórico Balaio, meu bem, balaio possa apresentar, CAMEU (1970) identificou, entre sete fragmentos folclóricos cantados ou instrumentais que Brasílio Itiberê listou para SANT’ANNA NERY (1889), dois utilizados em A Sertaneja, os quais chamaremos aqui de Balaio 1 e Balaio 2. Na análise que faz, NEVES (1996, p. 68-74) considera que “A estrutura formal de A Sertaneja é extremamente simples…” e diz que “Não parece necessária, entretanto, a busca deste possível parentesco…“ entre as versões de Balaio. Tanto ele quanto Helza Cameu buscam explicar a estrutura rapsódica da obra de Brasílio Itiberê a partir da recorrência melódica explícita desses dois fragmentos foclóricos, mas não chegam a cogitar as diversas derivações rítmicas e intervalares que possam existir a partir das duas versões. Se a solução formal que Helza Cameu propõe é um “rondó imperfeito”, José Maria Neves especula entre a posição da colega, a caracterização de uma “verdadeira rapsódia” e a “definição de fantasia”, mas não deixa clara sua posição (NEVES, 1996, p. 73).
(MAROCHI JR e BORÉM, 2008, p. 17)

Conforme a citação acima, o exemplo 1 abaixo apresenta as melodias e os diversos motivos das versões Balaio 1 e Balaio 2 que Brasílio Itiberê utilizou em A Sertaneja:

A Sertaneja

Exemplo 1: Melodias e motivos temáticos Balaio 1 e Balaio 2 de Balaio, meu bem, balaio utilizados por Brasílio Itiberê em A Sertaneja.

 

Marochi Junior e Fausto Borém, observam que o típico ritmo do acompanhamento da habanera, que aparece na melodia do Balaio 1, foi se tornando cada vez mais comum entre os compositores brasileiros do tango brasileiro no repertório erudito de salão e do choro ao final da segunda metade do século XIX.

Harmonicamente, A Sertaneja gira em torno de apenas um centro tonal (LÁ b). Obtendo contraste através da mistura modal entre o LábM e Lábm, e num curto momento na dominante MibM, “ressaltando o esquema formal de arco que permeia a obra”. (MAROCHI JR e BORÉM, 2008, p. 19).

Dentro da perspectiva nacionalista, segundo NEVES (1996, p. 72), A Sertaneja pode também lembrar “um clima mais modinheiro” numa referência ao gênero musical brasileiro já bastante popular fora dos círculos eruditos.

Apesar de estar fortemente ligada a procedimentos composicionais da tradição germânica, A Sertaneja é considerada uma obra nacionalista por apresentar literalmente os temas folclóricos Balaio, meu bem, balaio, e, ainda conforme a bibliografia num clima “modinheiro” caracterizando a sua nacionalidade brasileira.

 

Ouça a peça:

 

 

REFERÊNCIAS:

BORÉM, Fausto e MAROCHI JUNIOR, Mario Luiz. Artigo: “A sertaneja de Brasílio Itiberê: Nacional ou estrangeira, amadorística ou sofisticada?” Publicado na Revista Ufg, v. 8, nº 2, Minas Gerais, 2008. <http://www.revistas.ufg.br/index.php/musica/article/view/6007/4638>

SILVA, Jonatas Francisco. “Musica Erudita Brasileira”. Publicação online. Acesso em 19/10/2014. <http://www.coladaweb.com/artes/a-musica-brasileira>

NEVES, Maria José. Brasílio Itiberê: vida e obra. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba 1996. p. 72.

As férias chegaram. Como devo organizar meus estudos?

por Willian Prigoli (professor de violão, guitarra e baixo da JAM Music)

Muitos alunos sempre me perguntam: “como devo organizar meus estudos no período que irei ficar sem aula professor”.

É interessante pensarmos que tivemos vários conteúdos abordados durante o ano, tanto na parte teórica quanto na parte técnica. Ou seja, para organizarmos nosso estudo não faltará material.

Um ponto importante é sempre anotar uma rotina de estudo, por exemplo, estudar a música X, o exercício cromático X, escala X, etc. Coloque tudo no papel e vá acompanhando sua evolução gradativamente, com isso você saberá o ponto do estudo que está com maiores dificuldades. Esse é o ponto mais importante, pois se sempre fizermos isso, saberemos onde estão os tópicos mais difíceis e os que merecem ser mais estudados.

Com isso em mente vamos pensar nas férias, organizar o estudo das férias parece mais fácil do que se imagina. Com a ajuda do seu professor organize alguns estudos focados nos tópicos que você necessita mais, com certeza seu professor irá lhe passar mais materiais sobre tais assuntos, vamos citar aqui que sua dificuldade seja conseguir tocar escalas na horizontal, comece tocando pequenos fragmentos da escala e só depois que estiverem bem memorizados junte todos. Isso é só um pequeno exemplo.

Aproveitar o período de férias para tocar o repertório estudado durante o ano também é uma bela pedida, visto que muitos alunos devido a vida corrida atual não têm tempo para revisitar canções estudadas durante o ano letivo.

Pensando dessa forma você terá organizado um bom material de estudo.

Abraço e muita música para todos!!!