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26 Dicas para Cuidar da Saúde da Voz

por Natalia Bermúdez – Cantora e professora de canto

Como cantora e professora de canto, sempre observei pessoas com dúvidas em relação aos cuidados com a voz. Sem dúvida, há muitos “mitos” sobre o que fazer e o que não fazer para evitar problemas no aparelho fonador, mas, será que tudo o que se fala por aí é verdade?

Além de uma boa respiração, articulação das palavras, projeção, afinação, apoio e controle da ressonância, quem canta e trabalha com a voz falada necessita tomar cuidados para não “abusar” de seu delicado instrumento: as pregas vocais. Elas são pequenos tecidos de fibra muscular, localizadas na laringe, por onde passa todo o ar inspirado e exalado. Esses músculos se encontram e vibram de acordo com a coluna de ar empurrada pelo diafragma, e as notas cantadas são definidas pela tensão (alongamento e contração) que eles realizam.

cordas vocais jam music

Acima de tudo, é necessário que a voz seja produzida da forma mais natural e relaxada possível. Qualquer sinal de tensão na região do pescoço e ombros, “veias saltadas”, som apertado e forçado, pode ser indício de um esforço excessivo, que pode gerar futuros problemas vocais.

O mais importante é ouvir seu próprio corpo, passar a conhecê-lo cada vez mais, a ponto de criar seu próprio equilíbrio com relação à voz. Esta, por ser o instrumento mais orgânico, intrínseco ao ser humano, responde imediatamente a tudo o que vivenciamos, seja emocionalmente, fisicamente e mentalmente, portanto, cuidar da voz, primeiramente, é cuidar do corpo e do bem-estar pessoal. Manter a mente leve, sem preocupações ou cobranças excessivas, praticar um exercício, sentir-se bem consigo e com os outros, é um caminho para manter sempre uma voz limpa e saudável, por bastante tempo.

Assim, compilei uma série de dicas que, na minha experiência pessoal, são muito úteis para ajudar nesse processo de autoconhecimento da voz:

  1. Hidratação: Beber sempre bastante água à temperatura ambiente, pois isto hidrata as pregas vocais e o aparelho fonador como um todo. Em dias de apresentação ou quando for falar muito, beber bastante água antes e, se possível, durante e depois. Se a água estiver gelada, deixar esquentar um pouco na boca antes de engolir.
  2. “O que é bom para o corpo é bom para a voz”: A voz reflete nossos estados emocional, físico e mental, por ser o instrumento mais orgânico e nosso meio de expressão dos sentimentos. Sendo assim, cultive bons hábitos alimentares, pratique exercícios e durma bem. Em dias de apresentação, mantenha pensamentos positivos e alegres, isso ajudará a diminuir o nervosismo e a insegurança. Faça o seu melhor, mas nunca exija demais de você mesmo, lembre-se: sua voz é seu espelho.
  3. Aquecimento: Antes de cantar faça relaxamentos corporais e aqueça sua voz, pois as regiões utilizadas na fala e no canto são diferentes. Elimine tensões especialmente das regiões do pescoço e dos ombros, movimente os músculos do rosto e do maxilar e a língua.
  4. Articule bem as palavras para poder ser entendido e evitar um esforço desnecessário.
  5. Evite gritar, falar em ambientes barulhentos ou competir com outras vozes para ser ouvido.
  6. Evite imitar vozes e sons com muito esforço, isso pode irritar a garganta e machucar as pregas vocais.
  7. Respiração: Lembre-se sempre de respirar naturalmente, sem erguer os ombros, e utilizar o apoio do diafragma para cantar.
  8. Evite usar roupas apertadas na cintura e no pescoço, para manter livre a respiração e não se sentir incomodado.
  9. Evite locais insalubres, com poeira, mofo, poluição e cheiros fortes, especialmente se for alérgico. Ar condicionado resseca as mucosas, ao utilizá-lo, beba mais água para manter-se hidratado.
  10. Evite falar ou cantar durante exercícios físicos, pois a tensão causa um esforço excessivo.
  11. Mantenha uma boa postura ao cantar, com o pescoço reto e equilibrado sobre o corpo.
  12. Há alimentos que provocam maior produção de muco, causando o famoso “pigarro”. São os alimentos ricos em açúcar (doces, balas, chocolates), o leite, mel, café, entre outros. Cada organismo reage de uma forma a determinadas substâncias mas, geralmente, deve-se evitar tais alimentos antes de cantar, para que a voz fique mais limpa e não haja falhas por causa do pigarro.
  13. Evite utilizar pastilhas, balas de hortelã, própolis, sprays, gengibre e outros “anestésicos”. Eles dão a falsa sensação imediata de alívio vocal, mas acabam mascarando um possível esforço excessivo. Além disso, alguns produtos contêm álcool, que queima a mucosa da garganta. O ideal sempre é tomar água para manter-se hidratado e não necessitar de outros acessórios para melhorar a voz.
  14. Evite ingerir bebidas alcoólicas ao cantar, pois elas ressecam as pregas vocais e causam uma sensação de “anestesia”, fazendo com que se ultrapassem os limites saudáveis da voz sem perceber, podendo causar lesões.
  15. Evite cigarro e fumos em geral: A fumaça resseca a mucosa das pregas vocais e o calor queima os cílios presentes no aparelho respiratório que protegem e ajudam a eliminar o muco excessivo, causando pigarro e “falhas” ao cantar.
  16. Evite alimentos e bebidas geladas, pois isto pode causar um choque térmico e tensões no aparelho fonador.
  17. Evite o “hãn-hãn”: pigarrear e tossir causa um choque entre as pregas vocais, o que pode machucá-las se isso for feito constantemente. Para eliminar o pigarro, tome água, faça vibrações de língua e engula várias vezes até ele sumir.
  18. Evite sussurrar, pois, ao contrário do que podemos pensar, isto força as pregas vocais.
  19. Faça repouso vocal quando estiver gripado ou com dor de garganta. Evite falar e cantar nesses períodos pois, além dos músculos da faringe e laringe estarem inchados, a congestão nasal causa um entupimento dos ressonadores da face, fazendo com que nossa voz soe abafada e precisemos nos esforçar mais para que ela seja projetada no espaço.
  20. Evite cantar no período menstrual, pois há alterações hormonais que fazem com que as pregas vocais fiquem inchadas pela retenção de líquidos.
  21. Alguns medicamentos, como diuréticos e antialérgicos, e alterações hormonais influenciam diretamente a voz. Mulheres em período pré-menstrual, gravidez, menopausa e ao envelhecer ficam com a voz mais grave. Os homens vão ficando com a voz mais aguda com o passar da idade.
  22. Faça intervalos periódicos ao cantar ou falar ininterruptamente durante muito tempo. Descanse por mais ou menos 10 minutos após 45 de emissão vocal.
  23. Não durma de estômago cheio ou após comer alimentos muito condimentados (pimenta, molho inglês), frituras e alimentos gordurosos, pois isso pode ocasionar refluxo gastresofágico, e fazer com que o ácido presente no estômago volte e caia sobre as pregas vocais.
  24. Comer maçã é excelente antes de cantar. Ela diminui o pigarro, pois é um alimento adstringente, que afina a saliva. Além disso, mastigar ajuda a soltar os músculos da face.
  25. Rouquidão ou afonia (ausência de voz) prolongada (mais de 15 dias) pode ser sinal de algum problema nas pregas vocais ou vias respiratórias. Apenas um otorrinolaringologista pode dar um diagnóstico preciso nesses casos.
  26. É recomendado que cantores e profissionais da voz tenham um acompanhamento fonoaudiológico.

Claro, ninguém deve se tornar “neurótico”, deixar de ser feliz ou fazer o que se tem vontade. Mas, é importante ter consciência das consequências que alguns hábitos podem trazer a longo prazo para a saúde vocal. Ter tudo isso em mente, sem cobranças excessivas, também é um equilíbrio necessário.

Música Contemporânea: uma experiência desafiadora

por Nathalia Lange Hartwig

O conceito de contemporâneo diz respeito a algo do mesmo tempo, que vive na mesma época.

Quando falamos em música contemporânea estamos nos referindo à música que é feita na nossa época. Se formos definir cronologicamente, podemos dizer que é a música que começou a ser produzida no século XX até os dias de hoje.

Para Paul Griffiths, uma das maiores autoridades em música do século XX, uma das principais características da música contemporânea “é a sua libertação do sistema de tonalidades maior e menor que motivou e deu coerência a quase toda a música ocidental desde o século XVII.” Graças a essa libertação, a música contemporânea conta com uma riqueza sonora muito grande e transmite vários tipos de experiência musical ao ouvinte.

Mesmo sabendo de tudo isso, porque essa música ainda nos causa tanta estranheza e temos tanta dificuldade de compreendê-la?

Primeiramente, porque tentamos encontrar os padrões musicais já estabelecidos quando ouvimos música contemporânea e isso não vai acontecer. Segundo Aaron Copland, compositor do começo do século XX, “essas extensões dos procedimentos convencionais implicam necessariamente a capacidade, por parte do ouvinte de se doar, seja por instinto, seja pelo treinamento, para o estilo pouco conhecido.”

Outro motivo é que quando ouvimos uma música contemporânea e não a compreendemos, temos a tendência de duvidar da seriedade da composição. Porém, é muito importante que tenhamos o objetivo do compositor bem claro antes de ouvir qualquer música desse estilo. A chave para a compreensão dessa música é ouvi-la várias vezes. Só assim vamos acostumar nossos ouvidos a esse novo tratamento do material musical.

Aaron Copland destaca que: “Em especial a música contemporânea é criada para acordá-lo, não para colocá-lo para dormir.”

A diferença dos compositores desse período é bem ampla, assim como suas composições. Algumas são mais fáceis de identificar os objetivos e compreende-los, já outras tem um grau de complexidade maior.

Trazemos a seguir uma lista de alguns compositores segundo o grau de complexidade.

 

Dimitri Dmitriyevich Shostakovich (1906-1975)

Compositor russo. Os trabalhos de Shostakovitch são largamente tonais e de tradição romântica, mas com elementos de atonalidade e cromatismo.

 

Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

Maestro e compositor brasileiro, foi um dos maiores representantes da música brasileira. Utilizava uma linguagem única em suas composições, explorando elementos folclóricos e regionais do Brasil.

 

Ígor Stravinski (1882-1971)

Compositor, maestro e pianista russo. Um dos compositores mais importantes do século XX. Suas obras influenciaram todos os compositores da época, sendo considerado um revolucionário musical. Durante a sua carreira transitou por diversos estilos composicionais.

 

Arnold Schoenberg (1874-1951)

Compositor austríaco, considerado um dos maiores nomes da música e criador do estilo dodecafônico. Suas composições transitaram entre a atonalidade e dodecafonismo. Schoenberg também contribuiu expressivamente com o ensino da música, sendo autor de diversos estudos sobre teoria musical, harmonia e contraponto.

 

Essa é apenas uma amostra da diversidade musical desse período. Ouvindo esses e outros exemplos da música contemporânea devemos sempre estar receptivos a uma nova linguagem musical. Pensando nisso, Aaron Copland nos lembra que a música contemporânea “destina-se a agitar e provocar, mudar você, podendo até mesmo exauri-lo. Não é por esse tipo de estímulo que você vai ao teatro ou lê um livro? Então por que fazer uma exceção para a música?”.

Apesar de contemporânea, agora podemos encarar essa música como uma experiência desafiadora e não somente como algo totalmente estranho a nós.

Qual tipo de compositor você é?

por Nathalia Lange Hartwig

Alguma vez você já se perguntou como funciona o processo de criação musical dos grandes compositores? Da onde surgem as ideias musicais e como eles fazem para transformá-las em música?

O compositor Aaron Copland, em seu livro “Como ouvir e entender música” separa os grandes compositores em 4 tipos. São eles:

1. Compositor de inspiração espontânea

Todos os compositores, naturalmente, são inspirados, mas esse tipo é o de inspiração mais fácil. Muitas vezes, eles não são capazes de anotar as ideias na rapidez em que elas lhes ocorrem e esses são compositores são identificados pela abundância de sua obra. Normalmente partem de uma concepção mais ampla da obra, ao invés de um pequeno tema musical. Devido a essas características, esses músicos trabalham melhor com formas mais curtas e simples.

Um exemplo deste tipo de compositor é Franz Schubert.

2. Compositor construtivo

Diferentemente do tipo anterior, esses compositores começam a trabalhar a partir de um pequeno tema musical. Transformam esse tema em uma ideia inicial e constroem em cima disso uma obra completa, em um trabalho diário e exigente. Esse é o tipo de compositor tem-se revelado o mais comum.

O maior exemplo é Ludwig Van Beethoven.

Beethoven deixou diversos cadernos de notas onde ele registrava esses pequenos temas musicais que iam surgindo. A partir deles, podemos ver qual era o seu método de trabalho, no qual ela não abandonava um tema enquanto não o tivesse feito tão perfeito quanto possível.

3. Compositor tradicionalista

São compositores que nasceram em um período da história da música, quando um determinado estilo musical estava a ponto de alcançar o seu maior desenvolvimento. Nessas épocas de auge, trata-se de criar música em um estilo conhecido e aceito, procurando fazê-lo de uma maneira que supere o que já se fizera antes. Ou seja, aperfeiçoar o que já tinham encontrado. O ato criador esta ligado a um padrão bem estabelecido.

Um bom exemplo de compositor tradicionalista é Johann Sebastian Bach.

4. Compositor pioneiro

Esses compositores são exatamente o contrário dos compositores tradicionalistas. Opõem-se à solução convencional dos problemas musicais. A atitude desses compositores é experimental: eles estão sempre à procura de novas harmonias, sonoridades e princípios formais. O tipo pioneiro esteve em plena evidencia na virada do século XVII e também no início do século XX.

Exemplos:
Carlo Gesualdo no início do século XVII

Hector Berlioz no século XIX

Claude Debussy no século XX

Música Ritual

por Miriã Machado Cassol

O dicionário Aurélio define ritual como livro que enumera as cerimônias e ritos que devem ser observados na prática de uma religião. Conjunto desses atos e práticas, rito, cerimonial.

Nas mais diversas sociedades pode-se notar a presença de rituais religiosos e culturais, inclusive desde a era Paleolítica há evidencias de instrumentos e atos ritualísticos. Cada ritual tem um simbolismo em cada sociedade, e pode ser realizado em grupo ou por apenas um indivíduo, em um lugar e por um período específico com danças, músicas, comidas, roupas e pinturas específicas.

A música no contexto ritual é um instrumento de comunicação e expressão da cultura da sociedade, e muitas vezes essencial para a cerimônia. É utilizada em muitas religiões, como candomblé, satanismo, maçonaria, cristianismo dentre outras.

Por exemplo, o povo indígena Kapalo, ainda existente no Brasil utiliza a música para enfatizar as diferenças dos sexos e na comunicação entre categorias desiguais dos indivíduos nas aldeias, como homens e mulheres, adultos e crianças, etc. Os instrumentos geralmente utilizados para a prática musical dos indígenas no Brasil são os idiofones (geralmente feito de sementes, pedras e madeiras), membranofones (pouco comuns), aerofones (geralmente flautas e apitos de madeira e bambu) e zumbidores (cabos ligados por uma corda a uma pequena peça de madeira) que em muitas tribos são utilizados em cerimônias funerárias por serem considerados instrumentos diretamente ligados à morte.

A música “Ritual” da banda Ghost é um exemplo de música utilizada para invocação de demônios no satanismo, apresentando trechos de orações e descrições de sacrifícios realizados no ritual.

Além de ser utilizada em religiões a música também está presente em diferentes culturas como forma de celebração, lamentação, cerimônia e expressão de ideais. Os hinos da idade média e da revolução francesa são exemplos de diferentes épocas de músicas utilizadas para estabelecer e firmar as idéias defendidas nas épocas e um instrumento para unir o povo a um sentimento semeado nos cidadãos através de canções.

O hino Horst Wessel Lied foi uma música que se tornou um dos hinos oficiais da Alemanha durante o governo do partido nazista. É cantada em ritmo de marcha por diversos homens e em andamento acelerado e acentuado, entusiasmando o povo alemão na luta contra os povos considerados impuros por eles. Parte da música, traduzida do alemão diz:

“A bandeira ao alto! As fileiras cerradas! As SA marcham em firme e corajoso passo. (…) Milhões olham já para a suástica, cheios de esperança.

O dia da Liberdade e do pão desponta! A chamada por feita pela última vez! Estamos preparados para a luta! Em breve a bandeira de Hitler flutuará sobre as barricadas.”

Através desses exemplos e de muitos outros que existiram e existem em diversas sociedades pode-se perceber que a arte musical e as artes em geral tem um papel de extrema importância nas culturas dos grupos humanos. Muitas vezes são embutidas sutilmente na sociedade para que os ouvintes internalizem os ideais expressos pela arte. Desde a Idade das Pedras há indícios de pinturas e artes que estabeleceram padrões e rituais da época, indicando que a utilização da música ritual não é uma estratégia com origem contemporânea, apesar de ser muito utilizada atualmente.

Professor da JAM representa o Paraná no WebFestValda

Todo ano, a marca de pastilhas Valda realiza no Rio de Janeiro um festival de música independente. A cada ano o festival vem ganhando adeptos e crescendo cada vez mais. Só no ano passado, foram mais de um milhão de espectadores que acompanharam o festival.

Em 2014 o festival teve 1.218 bandas inscritas e uma delas que vai representar o Paraná é a Fran Rosas e os Chapeleiros, que tem como integrante o professor da JAM Music, Glaukus Jansson.

Fran Rosas e os Chapeleiros é um grupo que tem o intuito de fomentar a boa música autoral do cenário paranaense/curitibano. Todos músicos atuantes, o grupo surgiu primeiramente como banda de apoio para a cantora Fran Rosas. A parceria deu tão certo que o grupo instrumental se intitula hoje “Os Chapeleiros”. O nome deriva do atual trabalho da banda, o show “Chapéu de Sobra” – que faz analogia com a famosa expressão popular “tirar o chapéu” numa denotação de admiração e respeito à vasta diversidade cultural, melódica e poética atrelada a música curitibana e a música brasileira.

A  estreia da banda foi em 2013 no Teatro Paiol em Curitiba e, desde então, vem realizando outras apresentações e projetos pela região com grande aceitação do público. A banda é formada por um quarteto: Fran Rosas, natural de Ponta Grossa – PR,  é cantora, também dirige e produz artisticamente os shows; Rafael Rosas assume os teclados, a produção, a direção musical e assina os arranjos; Glaukus Jansson comanda os violões e guitarra e Léo Cardoso é o percuterista – uma junção de bateria com percussão.

 – Como resolveram participar do festival?

“A ideia de participar partiu da líder, Fran Rosas, e a inscrição foi concretizada nos últimos instantes do prazo final do festival. Ao consultar seus músicos sobre uma possível participação no WebFestValda, houve grande expectativa e foi nesse momento que a “banda de apoio” se tornou, enfim, “Os Chapeleiros”. Nosso Baterista/Percuterista já havia participado da edição de 2012, com sua banda Sincopé, onde conquistaram o segundo lugar. Isso, obviamente, foi uma motivação a mais para que a intérprete e toda banda se convencesse da inscrição, com muito otimismo.”

 – Qual foi a reação quando receberam a confirmação que foram selecionados?

 “A reação não poderia ser diferente: muita alegria e satisfação. De 1.218 bandas, somente 24 foram selecionadas. Estar entre as 24, representando o Paraná, com uma canção de curitibanos é, sem dúvida, motivo de muita comemoração. Aproveitando para destacar que, a canção selecionada e com a qual iremos competir é a “Chapéu de Sobra”, de Estrela Leminski e Dú Gomide, ambos músicos e compositores respeitados no cenário musical curitibano. Essa foi sempre a proposta do trabalho de Fran Rosas: fomentar a boa música autoral do cenário paranaense/curitibano.”

 – E a expectativa para o festival?

“A maior possível! Primeiro, pela oportunidade de visitar e tocar no Rio de Janeiro, num “templo” da música popular brasileira, o palco do Circo Voador. Segundo, pela possibilidade de uma grande projeção. O WebFestValda já projetou várias bandas, impulsionando suas carreiras após a participação delas em alguma edição anterior. Mas, com certeza, a maior expectativa é o sentimento de estender nosso trabalho – que é pautado em compositores locais – para outras regiões do país, num evento dessa qualidade e magnitude. Essa é nossa maior recompensa e o que nos torna vencedores desde já. Isso tudo sem levar em conta a premiação! Mas, já nos consideramos vencedores, com certeza.”

 Quem não for ao Rio de Janeiro prestigiar a banda poderá assistir Ao Vivo no Youtube. O WebFestValda será transmitido nos três dias (24, 25 e 26 de Julho). Link: https://www.youtube.com/webfestvalda

Conheça mais o trabalho da Fran Rosas e os Chapeleiros:
www.franrosas.com.br
www.youtube.com/francielepasturczak

Qual faculdade de música escolher?

UFPR, EMBAP (Belas Artes) ou FAP?

Na hora de prestar vestibular a dúvida é sempre a mesma na cabeça dos alunos: qual faculdade de música devo escolher?

Vamos fazer um breve resumo das faculdades de música em Curitiba e os cursos que elas oferecem, para você decidir qual é a melhor opção.

UFPR

Processo Seletivo: Em 2016, o vestibular da Universidade Federal do Paraná teve algumas alterações. Antes a prova específica de música era aplicada como prévia e agora passou a ser aplicada na segunda fase. A primeira fase de conhecimentos gerais (80 questões) tem caráter eliminatório e os candidatos que atingirem a média seguem para a segunda fase que será distribuída em 2 dias. No primeiro dia será a prova de redação e no segundo dia, a prova específica de música com questões teóricas e também prática, leitura à primeira vista e solfejo.

Licenciatura em Música: destinado aos alunos que pretendem seguir carreira como professor música em escolas regulares, universidades ou cursos livres, o curso prioriza o estudo teórico.

Bacharelado em Música: antigo curso de produção sonora, os alunos aprendem a utilizar diversas ferramentas de software para composição, registro e tratamento sonoro, atuando na produção e elaboração de projetos culturais, e na pré-produção, produção e pós-produção musical em geral.

FAP

A Faculdade de Artes do Paraná dispõem de dois cursos na área da música: licenciatura e bacharel em música popular. A FAP é voltada para músicos que gostam de música brasileira e suas derivações.

Processo Seletivo: Ocorre em duas fases. A primeira é de conhecimento comum com questões objetivas de português, literatura, língua estrangeira, conhecimento artístico e cultural (música) e redação. Na segunda-fase ocorre a avaliação das habilidades específicas, onde o candidato irá mostrar sua aptidão com o instrumento ou voz.

Licenciatura em Música: habilita o aluno a exercer o magistério nas séries finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. O curso possui um caráter teórico-prático, e visa a formação superior de profissionais aptos a exercerem o ensino dos conteúdos de Música na educação formal

Bacharel em Música Popular: o curso visa a formação de profissionais capacitados tecnicamente a atuar em diversas áreas como músico instrumentista, compositor de trilhas musicais, arranjador, diretor de conjuntos instrumentais e vocais, produtor musical, crítico e pesquisador. A formação é sedimentada nas dimensões reflexiva e técnica dos conhecimentos musicais. O curso tem um histórico de egressos muito atuantes, realizando projetos, gravações, produções variadas, bem como ingressando em programas de mestrado e doutorado.

Musicoterapia: oferece disciplinas teóricas e práticas nas áreas da música, da biologia, da neurologia, psicologia, psicoacústica e musicoterapia. No decorrer do curso o aluno desenvolve habilidades de improvisação instrumental e vocal, escuta musical, composição de temas melódicos e canções, expressão corporal e se capacita para planejar tratamentos e aplicar a abordagem musicoterapêutica de forma a melhorar a comunicação, dar suporte emocional, facilitar a aprendizagem, a autonomia e o desenvolvimento biopsiocossocial das pessoas. O musicoterapeuta poderá atuar em escolas, hospitais, empresas, ONGs, instituições de longa permanência, CAPS, clínicas de reabilitação, consultórios, centros comunitários.

EMBAP (Belas Artes)

Conhecida como referência no estudo da música erudita, a Escola de Música e Belas Artes do Paraná possui a maior diversidade de cursos, ao todo são 04 cursos de Graduação na área de Música, principalmente voltado ao superior em instrumento.

Processo Seletivo: Para a admissão de candidatos interessados em estudar na EMBAP, a instituição realiza um processo seletivo subdividido em duas fases: a primeira compreendendo provas de habilidade específica (teoria e prática), de caráter eliminatório; a segunda compreendendo prova de conhecimento comum, de caráter classificatório.

Licenciatura em Música: o curso habilita o profissional docente para atuar no magistério de Música no Ensino Fundamental e no Ensino Médio. O campo de trabalho para o graduado em Licenciatura em Música também oferece oportunidade na área de Iniciação Musical.

Composição e Regência: objetiva a formação de profissionais na área de composição e regência, concentrando a maior parte da carga horária em disciplinas teórico-aplicadas (contraponto e harmonia), estética e análise, percepção, composição e regência.

Superior em Canto: confere ao formando o grau de bacharel em canto. Prioriza a formação de cantores em repertório lírico, de câmara e solo, dando oportunidade de participação em óperas e concursos.

Superior em Instrumento: o curso oferece inúmeras oportunidades para o instrumentista: concertista, musico de orquestras sinfônicas ou camerísticas, musico do estúdios de gravação, musico correpetidor acompanhando cantores e corais, e outras formações vocais e instrumentais.

Ficou interessado em prestar vestibular para música?

Então tenha a melhor preparação na JAM Music. Clique aqui e conheça nosso curso pré-vestibular.

 

Ainda tem dúvidas? Escreva seu comentário abaixo que responderemos!

[AE] Estrutura da Música

Quando você está tocando em uma banda e vocalista pede para voltar no pré-refrão, você sabe onde é?

Se a resposta for não, esta aula é para você!

Na aula especial “ENTENDENDO A ESTRUTURA DA MÚSICA” o aluno aprenderá um pouco mais sobre as formas de organizar e entender a estrutura de uma música, como por exemplo introdução, versos, refrão, pré-refrão, solos, turnarounds…

Data: 10/07/2014 (quinta)
Horário: 18h40
Local: JAM Music
Professor: Willian Prigoli

 

Vagas Limitadas. Confirme sua presença por e-mail ou telefone.

 

*Caso o aluno confirme e não possa comparecer a aula, deverá avisar a secretaria com 24h de antecedência. Se a falta não for avisada por 3 vezes, o aluno perde o direto de participar das aulas.

5 Músicas que Marcaram a Copa

Todo ano de Copa do Mundo vem embalado de muita emoção, futebol e música.

Os jogadores, a seleção e a própria torcida definem o hino que ajudará o seu time a ser campeão. Diversas composições ficaram famosas a cada edição da Copa do Mundo. Aqui, abordaremos apenas as músicas que viraram hino da Seleção Brasileira nos anos em que esta foi campeã.


1958

O Brasil conquistou seu primeiro título Mundial sobre a seleção da Suécia, pelo placar de 5X2.

Acredita-se que essa música foi composta aos “45 do segundo tempo”, pois até então o Brasil não tinha uma música ou um hino para representar a sua participação na Copa. Alguns historiadores dizem que isso foi reflexo da Copa de 1950, onde algumas músicas foram compostas para o Brasil e a seleção acabou perdendo para o Uruguay. Inclusive, não há relatos de música para a Copa de 1954.

A Taça do Mundo é Nossa é uma canção de autoria de Wagner Maugeri, Lauro Müller, Maugeri Sobrinho e Victor Dagô, composta para as comemorações após a Seleção Brasileira de Futebol ter vencido a Copa do Mundo FIFA de 1958 na Suécia.

“A taça do mundo é nossa
Com brasileiro não há quem possa
Êh eta esquadrão de ouro
É bom no samba, é bom no couro 2x

O brasileiro lá no estrangeiro
Mostrou o futebol como é que é
Ganhou a taça do mundo
Sambando com a bola no pé, Goool!”

Curiosidades

Um dos compositores, Maugeri Sobrinho, é ainda o autor do Hino do Santos-SP (“Agora quem dá a bola é o Santos/ o Santos é o novo campeão…”) e, em 1960, assinou o “jingle da vassourinha”, da campanha de Jânio Quadros à presidência da República (“Varre varre vassourinha/ varre varre a bandalheira…”) “A Taça do Mundo é Nossa”, depois do êxito em 1958, foi um dos sucessos do Carnaval do ano seguinte e, com o bicampeonato conquistado na Copa do Chile em1962. a música foi relançada.

✩✩
1962

Em 1962, a Seleção Brasileira conquistou o Bi Campeonato Mundial, que venceu a Tchecoslováquia por 3×1, no Chile.

Na época a Seleção contava com os grandes nomes do futebol: Garrincha e Pelé. A música ficou por conta do Jackson do Pandeiro, que interpretou a canção Frevo do Bi, composta por Silvério Pessoa. A simplicidade da letra e a interpretação de Jackson do Pandeiro foram fundamentais para o sucesso deste frevo que tornou-se uma das mais populares melodias na história do dueto música-futebol.

“Vocês vão ver como é Didi, Garrincha e Pelé
Dando seu baile de bola
Quando eles pegam no couro
O nosso escrete de ouro

Mostra o que é nossa escola
Quando a partida esquentar
E Vavá de calcanhar
Entregar a pelota a Mané
E Mané Garrincha, Didi diz que é por aqui
Aí vem o gol de Pelé”

✩✩✩
1970

Em 1970, a Seleção Brasileira conquistou o Tri Campeonato pelo placar de 4X1 sobre a Itália. Neste ano ocorreu a primeira transmissão ao vivo de uma Copa do Mundo e a música que embalou todos os brasileiros é sem dúvida uma das mais conhecidas e cantadas até hoje: Pra Frente Brasil. A letra da música foi composta por Miguel Gustavo e a melodia pelo compositor Raul de Souza. Sua origem deve-se a um concurso (com premiação de dez mil cruzeiros), organizado pelos patrocinadores das transmissões dos jogos da Copa.

“Noventa milhões em ação
Pra frente Brasil
Do meu coração

Todos juntos vamos
Pra frente Brasil
Salve a Seleção!

De repente
É aquela corrente pra frente
Parece que todo o Brasil deu a mão
Todos ligados na mesma emoção
Tudo é um só coração

Todos juntos vamos
Pra frente Brasil! Brasil!
Salve a Seleção!”

Curiosidades

Apesar de o número de brasileiros já ter dobrado e alcançado mais de 200 milhões de pessoas, a música ainda é lembrada pelos torcedores às vésperas de todas as Copas depois de 1970. Na época, o regime militar do Brasil se apropriou fortemente do discurso de amor à Seleção e adotou o hit como praticamente um hino.

✩✩✩✩
1994

Em 1994, a Seleção Brasileira conquistou o Tetra Campeonato nos Estados Unidos. Após o 0×0 no tempo normal contra a Itália e o jogador italiano Roberto Baggio perder o pênalti decisivo, foi a vez do Brasil todo gritar “É TEEEEETRA”, assim como Galvão Bueno eternizou. A música que ficou marcada nessa edição da Copa é utilizada até os dias de jogo pela Rede Globo.

A música Coração Verde e Amarelo de Tavito e Aldir Blanc motivou a seleção para a conquista do Tetra, após mais de 20 anos sem conquistar a competição.

“Na torcida são milhões de treinadores
Cada um já escalou a seleção
O verde e o amarelo são as cores
Que a gente grita no coração
A torcida vibra canta e se agita
E grita o Brasil é campeão
No toque de bola pra nossa escola
Nossa maior tradição

Eu sei que vou
Vou do jeito que eu sei
De gol em gol
Com direito a replay
Eu sei que vou
Com o coração batendo a mil
A taça na raça é Brasil .”

Curiosidade

Sempre bem-humorado, o letrista Aldir Blanc disse que, assim como o Cafu, ele também participou de três finais consecutivas, mas com sua música dentro de campo.

✩✩✩✩✩
2002

Em 2002, a Seleção Brasileira conquistou o Penta Campeonato marcando o placar de 2X0 sobra a Alemanha, na Coreia do Sul e Japão. Nesta edição da Copa, a música que movimentou o Brasil foi A Festa, do compositor Anderson Cunha, interpretada por Ivete Sangalo. O técnico Luiz Felipe Scolari usou essa música para motivar os jogadores, fazendo com essa música fosse a mais tocada na época.

“Que vai rolar a festa / Vai rolar! / O povo do gueto / Mandou avisar…”

Porém, um hino já havia sido criado pelos compositores Izzo Rocha e Vilson Santos para homenagear a Seleção brasileira, o Hino do Penta. Esse hino foi criado para uma agência de publicidade em 1998, mas acabou não sendo utilizado, por conta da derrota da Seleção Brasileira para a França na final da competição.

“Não tem Lero Lero
Não tem Zum Zum Zum
O que eu quero é
Ganhar mais um
Bola na rede, dá o seu show
E grito penta a cada gol
Oh! meu Brasil sempre campeão
Mas que amor de Seleção
Eu vou cair na gandaia
Vibrar com emoção
Tudo é alegria e satisfação
Pareço um rei na folia
Alegre a cantar
De coração com a Seleção
Vou bebemorar”.

por: Nathalia Lange

[Aula Especial] BLUES NA PRÁTICA

Na aula especial Blues na Prática, o aluno irá conhecer mais sobre a história do gênero blues, as escalas mais usadas, slow blues, fast blues, licks para prática e muitos exercícios para você praticar.

Pré-requisito: leitura de partitura ou tablatura.

Data: 31/05/2014 (sábado)
Horário: 10h40
Professor: Willian Prigoli

Vagas limitadas. Inscreva-se já!

Para mais informações, entre em contato.

As 10 trilhas de baixo dos clássicos do Rock

Mesmo sem ter o registro original das pistas de gravação de um disco, a tecnologia permite que um instrumento fique em maior evidência ou soe até mesmo isolado em relação aos outros, em uma canção.

Muitas pessoas utilizam de tais ferramentas para darem evidência a um instrumento específico e publicarem em players virtuais. É possível compreender perfeitamente a linha que o músico segue durante a canção ou até mesmo descobrir algumas pequenas falhas na execução.

A lista abaixo mostra linhas de baixo isoladas em alguns clássicos do rock. Instrumentistas de diversas escolas mostram que o rock não tem exatamente uma fórmula pronta: com ou sem palheta, de forma mais delicada ou rústica, é possível fazer uma boa linha de baixo para ajudar na construção de um bom som.

1) Guns N Roses: “Welcome To The Jungle”
Baixista: Duff McKagan

2Led Zeppelin: “Whole Lotta Love”
Baixista: John Paul Jones

3Black Sabbath: “Into the Void”
Baixista: Geezer Butler

4KISS: “Detroit Rock City”
Baixista: Gene Simmons

5Iron Maiden: “The Number Of The Beast”
Baixista: Steve Harris

6Queen & David Bowie: “Under Pressute”
Baixista: John Deacon

7Queens Of The Stone Age: “No One Knows”
Baixista: Nick Olieri

8Red Hot Chili Peppers: “Can´t Stop”
Baixista: Flea

9Rage Against The Machine: “Killing In The Name”
Baixista: Tim Commerford

10Rush: “YYZ”
Baixista: Geddy Lee

Fonte: Cifras – Igor Miranda